Opinião do Guia: One Tree Hill, Supernatural e Battlestar Galactica

Um dos maiores “Opinião” já feitos. Neste comentaremos os episódios desta semana de One Tree Hill, Supernatural e Battlestar Galactica. Esta última com comentários meus e de TB no melhor episódio da quarta temporada.
One Tree Hill - 5×16 - Crying Won´t Help You Now
Mais um episódio bom de One Tree Hill. Recuperando-se dos dois últimos escorregões a série volta a acertar com o drama e a comédia, apesar de ainda cometer alguns deslizes. Mas comecemos falando pelas partes boas e que me agradaram.
Brooke e seu bebê são as melhores coisas da série no momento. O modo como os roteiristas estão conseguindo mostrar a enorme transformação da presidente de classe em mãe-solteira-executiva está excelente. E mais legal também foi colocarem o Lucas como a figura de homem da vida de Brooke, a ajudando nas consultas e coisas do tipo. Legal não porque o romance pode voltar (e como já disse: tomara que não volte), mas sim por mostrar que os dois são amigos. Eles sempre foram amigos, mesmo quando namoravam, e isso é o que não se pode perder. Acredito que a cirurgia do bebê vai acontecer no final da temporada ao mesmo tempo em que saberemos como vai ficar o futuro de Dan.
E falando nele, sua trama está ficando mais interessante. E uma coisa que eu reparei e pensei que seria diferente neste episódio foi como Nathan e Lucas veêm Dan. Lucas nunca gostou do pai de verdade, pois sempre foi rejeitado e acabou por isso sendo acolhido por Keith e utilizando-no como sua figura paterna. Já Nathan não. Digamos que ele começou a não gostar do pai lá pra metade da série, pois na primeira temporada ele ainda é “amigo” do pai, e afinal, ao menos para Nathan, Dan soube ser pai, do seu jeito. Que isso fique bem claro. Dan exigiu muito de seu filho, mas esse foi o jeito dele de ser pai.
E eu pensava que o Nathan ia acabar cedendo ao pedido de seu pai, até mesmo pelo Jamie, que cada dia fica mais curioso e quer saber sempre de seu avó e, como inocente, não sabe de todo o passado de Dan e por isso o acha um bom homem. E ninguém pode culpá-lo por isso.
Enquanto isso, tivemos Mouth conseguindo ser âncora da sessão de Esportes no jornal da cidade, uma trama bem leve, bem engraçadinha mas bem previsível e irreal, afinal se um âncora erasse tudo num jornal, nenhuma emissora ainda iria querê-lo para o jornal da tarde. Mas apago isso da minha mente e finjo que não aconteceu nada. E também teve Q aceitando seu lugar no time e Jamie descolando uma nova e sensacional jogada para os Ravens. No mais, tivemos Peyton sendo confrontada por Lindsay e que, dessa vez, parece ter se ligado de que Lucas a ama de verdade.
Ainda temos mais dois episódios mas parece que tudo está se encaminhando e é fácil adivinhar o que vai sobrar pra finale. Esperando ansioso.
Supernatural - 3×15 - Time is On My Side

Que bom que ficou para eu comentar agora os episódios de Supernatural, porque o TB é muito baba-ovo da série e eu vou tentar trazer mais realidade (brincadeira, TB, eu também adoro SPN!!). Penúltimo episódio da temporada e, devido a Greve, os roteiristas tiveram que agilizar a história para não ficar quase nada sobrando para a próxima temporada.
O caso da semana era de um médico imortal que, para continuar imortal, pega órgãos de pessoas vivas e coloca em si. O caso da semana não foi o foco do episódio e isso, creio eu, devido a uma fusão de dois episódios que os produtores tiveram que fazer. A outra trama do episódio foi Dean atrás de Bella e, creio eu de novo, que seriam dois episódios diferentes, mas com pouco espaço de tempo eles devem ter resolvido juntar tudo num só. E para isso temos duas grandes reflexões.
O caso foi muito interessante e se tivesse sido explorado em um episódio inteiro seria mais assustador ainda. A caracterização do médico foi muito boa, dava medo e nojo mesmo de olhar pra ele. Nesse episódio tivemos Sam se agarrando a uma idéia e tentando de tudo para fazê-la dar certo, que nem em “Long-Distance Call” onde Dean se agarrou a idéia de seu pai estar ligando para ele, Sam se agarra à idéia de tentar deixar Dean imortal. E como o tempo está passando (neste episódio faltam 3 semanas para o fim do acordo) os dois estão desesperados, apesar de não demonstrarem, e partem atrás do que acreditam mais. O que leva à separação do episódio, onde Sam vai caçar o médico e Dean vai atrás de Bella.
A parte mais legal, claro, foi Dean indo atrás de Bella e conseguindo deduzir tudo aquilo. Com a ajuda de um amigo de Bob, ele consegue achar a ladra e a encosta na parede perguntando sobre a Colt. Dean mais uma vez se mostrou espertíssimo e pela primeira vez vimos como a atriz que interpreta a Bella é boa, onde ela conseguiu passar uma realidade muito grande enquanto Dean jogava tudo na cara dela.
O clímax do episódio e a revelação final foram o que me fez ficar mais de queixo caído. Eu não sei se falei aqui antes, mas a Bella foi a melhor entrada de personagem nesta temporada. Acho a personagem muito legal e de uma base dramática sensacional, ainda mais depois desse episódio. Assim como Dean e Sam, ela se se agarrou a idéia de matar Sam para conseguir se livrar daquilo que a reprendia (não quero falar esse spoiler, pois acho ele muito =O para ser dito aqui).
A cena final teve um roteiro, edição e direção incríveis. Coisas que Supernatural consegue fazer muito bem feito quando quer. A pressa para caber tudo isso em 42 minutos pode ter estragado um momento que, se utilizado em um episódio inteiro, seria muito mais dramático e emocionante. O último take com o relógio chegando à meia-noite e o barulho de Cães do Inferno encerrou com maestria esse episódio.
Semana que vem é finale e vocês já viram o promo no post anterior. E se preparem pois eu e TB estaremos aqui comentando a aguardada season finale.
Battlestar Galactica - 4×06 - Faith

E aqui vamos nós de novo. BSG voltando aos velhos tempos e nos trazendo um episódio excelente, o melhor até agora. O título do episódio pra mim refere-se ao que eu tinha com a série nos últimos episódios: fé, fé de que as coisas voltariam a ser sensacionais como são. Conversando com TB sobre este episódio minha cabeça se abriu mais ainda para os acontecimentos, que foram centrados em Starbuck, Athena e Sam entrando na nave quase-destruída dos cylons.
Finalmente a trama da busca pela Terra trouxe coisas boas. O episódio foi uma tensão do início ao fim, começando com Sam atirando em Gaeta e indo mais além para um incrível desfecho na nave dos cylons.
Primeiro falando do que houve na nave cylon. Logo ao chegar lá, a Six de New Caprica reconheceu uma piloto, Barolay da Resistência, como sendo aquela que a matou afogada ainda em New Caprica. Vendo que a Viper não mostrava ressentimento algum, a Six a ataca e acabando por matá-la, numa das melhores cenas do episódio. Ao ver isso, Sam corre e aponta a arma para a Six. Nisso, chegam todos: Athena, Kara, uma Oito e a Six que era prisioneira na Pegasus no telefilme Razor.
Em uma das cenas mais bem escritas e dirigidas vemos um novo lado dos cylons. Eles também ficam traumatizados. E como. De acordo com o relato da Six de New Caprica, ela ainda tinha pesadelos com sua violenta morte e não conseguiu deixar isso para lá quando viu que a Viper nada sentia por tê-la matado. Esse ressentimento faz com que a Six de Razor, que havia sido violentada e conseguiu superar isso, acabe matando sua irmã. A cena foi muito boa mesmo e o TB até a achou como a melhor do episódio. E eu também gostei muito, mas acho que ficou destonado do resto do episódio. O tema do episódio era Starbuck falar com o híbrido e outro assunto lá na Galactica. Quando digo destonado, quero dizer que a cena não teve muita ligação com o que se sucedeu.
O híbrido, como sempre, começa a falar um monte de coisas que não fazem sentido sem parar, deixando Starbuck nervosa, visto que eles precisam voltar para Demetrius em tempo para conseguirem pular de volta à órbita da Galactica. Mas na hora em que o híbrido ia ser desligado, um dos centuriões atira na Oito e, em outra cena sensacional, que acaba morrendo em cima da híbrido, fazendo com que ela enlouqueça. Mas logo ela faz uma revelação muito boa. Kara precisa dos últimos cinco cylons para achar a Terra, pois, diz a lenda, que esses últimos vieram dessa 13ª colônia. Mas como reconhecê-los? O híbrido diz: somente as número Três, onde uma delas ficou mais conhecida como D´Annas, e que foram encaixotadas temporada passada, seriam capazes de reconhecer os cinco.
Mas espere por grandes momentos, pois Lucy Lawless revelou que sua personagem voltará em ao menos três episódios nesta temporada e achei isso muito legal. D´Anna é a cylon mais legal e mais complexa para se entender, assim como as Sixes são excelentes assuntos de discussão (isso ai eu deixo pro TB fazer nos comentários).
Duas coisas que não falei antes. A primeira é como o Sam reagiu a entrar na nave dos cylons. A cena onde ele tenta tocar o painel é bem emocionante e eu queria ver se ele tocasse o que aconteceria, e mostrou também que o híbrido não reconhe os últimos cylons, pois senão reconheceria Sam. Outra é como as Oito são voláteis. Só porque a idéia das Seis havia quase destruído toda sua série não dá o direito delas logo tentarem mudar de lado. O que Athena falou para elas (Athena é quase uma Deusa para as Oito) foi muito certo e mostra a profunda diferença entre as Oitos Cylons e a Oito “Humana”.
Na Galactica, tivemos uma trama onde Roslin encontra uma nova amiga com sua mesma doença mas em estado avançando, o que nos traz a uma Roslin questionando sua fé e suas crenças, mas se apoiando nelas no final. A cena mais legal dessa parte foi a do navio e de Roslin percebendo que ainda não está pronta. E ela não está mesmo, ela ainda deve ter muito a desempenhar nessa caminhada dos humanos em busca da 13a colônia.
Graças que não tivemos Gaius e seu culto, nem Lee metido a advogado ou Chief solitário e doido por ter perdido a mulher. Episódio que vem a coisa ferve mais ainda quando os cylons se encontram com os humanos e, claro, teremos vários conflitos nisso tudo. Então, até semana que vem.
EDIT TB: Eu ia deixar para falar sobre as Seis nos comentários, mas decidi colocar direto na postagem. Tava conversando com o Leco depois do episódio, e me segurando para não jogar spoiler nos FDP que me fizeram começar a assistir essa série e tão tudo atrasado (também conhecidos como Luff e Woody ¬¬). O que eu tava comentando é o quão humanos as Seis se tornaram. De todos os cylons elas são as que mais se aperfeiçoaram nesse ponto. Eu chego ao nível de dizer que elas transcederam os humanos. O que a Six da Pegasus (a de cabelo escuro) fez e disse foi muito além de qualquer ato humanitário.
Acredito que tenha muitas pessoas não chegaram a assistir o Razor, então vou recapitular. O Razor mostra como a Battlestar Pegasus sobreviveu ao ataque, nessa battlestar tbm tinha um cylon infiltrado, no caso a Six de cabelo escuro. Essa Six conquistou a confiança tanto da Alm. Cain quanto da Ten. Kendra Shaw (personagem principal do filme). A tenente confiando nela entrega uma senha de acesso à rede dos computadores, e logo a Six coloca um vírus na nave. Quando descobre que ela é um cylon, Cain manda prendê-la e torturá-la por segredos dos cylons. Além de ser torturada ela é violentada por vários homens, em diversas patentes. Acho que isso é suficiente para entender o trauma que toda a situação causa nessa cylon. Apesar do Razor ter sido exibido entre a 3ª e 4ª temporada, sua cronologia está antes da finale da 2ª temporada. Só foi deixado p/ depois da 3ª por causa da revelação que o primeiro híbrido faz em relação à Starbuck, revelação essa que a híbrido desse episódio faz diretamente p/ a Starbuck.
Bom, depois de tudo o que foi mostrado nesse episódio é possível perceber que a Six de Pegasus conseguiu superar todo o trauma, e não só isso, ela cresceu, ela passou a entender melhor ainda a natureza humana, e se tornou melhor, ajudou a irmã que ficou traumatizada, depois da morte pra lá de violenta causada pela Barolay. Uma fala que não me sai da cabeça é quando a Six de New Caprica diz “Eu nunca fiz nada contra ela. Nós estávamos trabalhando na contrução da instalação de tratamento de água e ela simplesmente…”. Essa fala mostra os cylons de uma maneira diferente, porém igual, a gente já sabe que apesar de haver milhões de cópias de cada modelo, cada um desses modelos possui personalidade única. Mas os humanos não conseguem ver dessa forma, para os humanos os cylons são meras torradeiras. Nem todos os cylons são soldados assassinos.
O que eu acho importante trazer para a discussão é que para os humanos os cylons não são mais do que máquinas, eles não tentam entendê-los, simplesmente os matam. Essa crítica poderia se abrir para um ambiente para fora do mundo da série, ela se reflete em como o mundo é hoje com todos os conflitos.
Por fim, a Six de Pegasus percebe que não há nada mais a fazer pela irmã, que diz ver o rosto de Barolay todas as vezes que fecha os olhos. E num ato de misericórdia ela mata a irmã. O fato de matar a irmã representa muito mais do que um ato de misericórdia para com ela, representa o fato de que nada é mais importante do que a trégua com os humanos, e já que os humanos querem sangue pago com sangue ela dá o sangue. Mas aí vem um outro ponto que eu vou deixar aberto para vocês discutirem aí nos comentários ou no forum (pq eu já tô muito prolixo): quem foram os ditos humanos que queriam a vingança da morte de Barolay?!?! Já respondendo… Sam e Athena: ambos cylons.